sexta-feira, 31 de maio de 2013


terça-feira, 28 de maio de 2013


domingo, 26 de maio de 2013


sábado, 25 de maio de 2013


quarta-feira, 22 de maio de 2013


terça-feira, 21 de maio de 2013

Ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar 
No mundo graves tormentos; 
E para mais m´espantar, 
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado.
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que: só para mim
Anda o mundo concertado

Luís de Camões

segunda-feira, 20 de maio de 2013


domingo, 19 de maio de 2013

Vozes dos animais - Portugal XXI


Palram PORTAS e COELHO, 
E cacareja a galinha; 
Os ternos pombos arrulham, 
Geme a rola inocentinha. 
Muge a vaca, berra o POVO, 
Grasna a rã, ruge o leão 
O gato mia, uiva o lobo, 
Também uiva e ladra o cão. 
Relincha o nobre CAVACO, 
Os elefantes dão urros, 
A tímida ovelha bala, 
Zurrar é próprio dos burros. 
Regouga a PAULA TEIXEIRA 
Bichinho muito matreiro; 
Nos ramos cantam as aves, 
Mas pia o mocho agoureiro. 
Sabem bem os DEPUTADOS 
O canto seu variar; 
Fazem gorjeios às vezes, 
Às vezes põem-se a chilrar. 
A CRISTAS, do mar aos campos, 
Não aprendeu a cantar: 
Como os ratos e as doninhas 
Apenas sabe chiar. 
O negro MACEDO crocita, 
Zune o GASPAR enfadonho; 
A serpente no deserto 
Solta assobio medonho. 
Chia a ESCOLA, grasna o CRATO, 
Ouvem-se os porcos grunhir;
Libando o suco das flores, 
Costuma a abelha zumbir.
Bramem os tigres, as onças, 
Pia, pia, o pintainho; 
Cucurita e canta o galo, 
Late e gane o ZÉ POVINHO. 
GOVERNO dá altos berros; 
Os SINDICATOS, balidos; 
O macaquinho dá guinchos, 
A criancinha vagidos. 
A fala foi dada ao homem, 
Rei dos outros animais: 
Nos versos lidos acima 
Se encontram, POR TRISTE SINA, 
As vozes dos principais. 

Breve adaptação de Miguel Moreira do Original de Pedro Dinis

sábado, 18 de maio de 2013


terça-feira, 14 de maio de 2013

Todos os seres humanos têm um dom, uma graça, o que explica que se diga muitas vezes que "de poeta e de louco todos temos um pouco". Acontece porém que nem todos desenvolvem o seu dom, a sua graça, conformando-se no dia a dia com a sua imperfeição, com a mundanidade da sua condição... Não é este o caso dos espíritos poéticos, dos que buscam a perfeição e se mostram inconformados com a sua condição efémera, precária... Aqueles que têm um espírito inquieto, porque não se conformam com a vulgaridade do mundo material, desenvolvem os seus dons, a graça que lhes foi transmitida do além, a qual lhes mostra um caminho... Ao tomares consciência da tua graça, e ao desenvolvê-la, procuras acertar o passo com a natureza, confundir-te com ela...

O búzio encantado
Jorge Chichorro Rodrigues

domingo, 12 de maio de 2013


domingo, 5 de maio de 2013

- Por exemplo, vês o vento?
- Não...
- Nem o vês nem o prendes... E se aprisionas um elemento da natureza, ele não deixa de se libertar mais tarde ou mais cedo... Toda a prisão é ilusória, pois a liberdade é o estado natural da vida...

O búzio encantado
Jorge Chichorro Rodrigues