quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Uma bela história de amor

“Vou-te dar a mão, duas mãos dadas e duas soltas, duas que nos unem e duas que abraçam o mundo. Quero ver-te, tive alguma dificuldade em te deixar aí ao pé da fogueira, porém continuaste comigo e mais espíritos escutaram a nossa história.”

Tivesse eu o poder de manipular a concepção do tempo… Das duas uma: ou voltaria à fogueira para permanecer a teu lado… dar-te o beijo que não te dei… ou adiantaria todos os relógios até ao momento de te reencontrar…

“Eu e tu estávamos para além, lá onde andam os aviões e naves espaciais. Vem ter comigo… nem que seja a sonhar, temos grande viagem a fazer…”

As saudades que tive ao te ver partir
E as saudade que tenho por nunca mais te ver.
Fiquei na escuridão tão sozinha
Pobre de mim, somente uma menina
Que na fogueira encontrou o refúgio da tristeza da tua partida.
Enquanto a manhã de manso se avizinha e me sussurra ao ouvido:
Tu já não estás comigo…

“Quando a Ana está lá em cima
Quem a ouve está cá em baixo,
E sabendo nós o que é lá em cima
Corre o mundo por nós cá em baixo
Como símbolo do amor,
Um pássaro que passa,
Dois seres que se abraçam
E outros que cantam…
E nós beijamo-nos…”

Podia agarrar nas tuas palavras e fazer uma música. A mais bela música com as tuas palavras. Uma música especial que permaneceu no meu ouvido, que me faz querer ser o grilo que te canta e o pintassilgo que te acorda, como o estalar do fogo na fogueira.