quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Europa unida!!!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Hoje é Dia Internacional dos Direitos dos Animais


O Dia Internacional dos Direitos dos Animais ocorre no dia 10 de Dezembro desde 1998 e foi criado pela ONG inglesa Uncaged. A data é uma alusão à ratificação, na ONU, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, e visa chamar atenção para a necessidade de inclusão de todos os animais como sujeitos morais, de direito, capazes de sentir e sofrer. Esta posição é defendida com base na teoria dos Direitos Animais.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Hachiko: A Dog's story

.
Muito comovente este filme, conta a história verídica da lealdade de um cão ao seu dono, mesmo depois de este morrer.

 

sábado, 3 de dezembro de 2011

We are the world...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ser professor


Ser professor é ser artista,
Malabarista,
Pintor, escultor, doutor,
Musicólogo, psicólogo...

É ser mãe, pai, irmã, avó,
É ser palhaço, bagaço,
É ser ciência e paciência...
É ser informação.

É ser acção, é ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido?...  Muito.
Defendido? Nunca.

O seu filho passou?...
Claro, é um génio.
Não passou?
O professor não ensinou.

Ser professor
É um vício ou vocação?
É outra coisa...
É ter nas mãos o mundo de amanhã.

Amanhã
Os alunos vão-se...
E ele, o mestre, de mãos vazias,
Fica com o coração partido.

Recebe novas turmas,
Novos olhinhos ávidos de cultura
E ele, o professor, vai despejando
Com toda a ternura, o saber, a orientação
Nas cabecinhas novas que amanhã
Luzirão no firmamento da pátria.

Fica a saudade...
A amizade.
O pagamento real?
Só na eternidade.
Autor desconhecido

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Até parece que foi escrito ontem!


Zip-Zip


Almada Negreiros (1893-1970) entrevistado por Raul Solnado na primeira emissão do programa Zip Zip, transmitido a 24 de Maio de 1969 na RTP.

ZIP-ZIP     Estávamos em Abril de 1969. O Homem ainda não tinha chegado à Lua. Salazar já não estava na cadeira do poder, assumindo-a agora Marcello Caetano. A Censura apertava o cerco à liberdade da televisão. Ramiro Valadão era o novo homem forte a conduzir os destinos da RTP, um braço aliado do poder. Mas apesar da estagnação que se vivia em Portugal, Raúl Solnado, Carlos Cruz e Fialho Gouveia propunham a realização de um programa diário, "de estúdio aberto, porta aberta". Ramiro Valadão foi peremptório, "Era complicado... mas porque não fazer semanalmente?" - Daí a um mês nascia o Zip-Zip!
Raúl Solnado, Carlos Cruz, Fialho Gouveia     Juntamente com Baptista Rosa, estas 3 figuras que hoje pertencem já à história da televisão em Portugal estiveram na génese da criação de um programa que iria revolucionar o panorama português não só televisivo como social. Depois de falarem com Ramiro Valadão, que concordou apenas com uma ideia vaga de um programa semanal, Solnado, Cruz e Fialho passaram os dias seguintes a criar um programa que, de início, eles próprios não faziam ideia do que queriam que fosse, senão que tivesse pelo menos o mérito de "agitar" o país.
Um acontecimento na vida da RTP e do país     Como os próprios "mentores" do programa o afirmaram, um ano antes o "Zip" não teria sido possível. Mas agora estava-se em plena Primavera Marcelista, e a amplitude de movimentos sempre era um pouco maior. O país, esse, respondeu com entusiasmo a um programa que revolucionou as noites da televisão, o futuro de muitos programas que viriam a ser feitos, a consciência e as atitudes do público e mesmo a relação com os Censores. Alguns tabus caíam, e do primeiro ao último minuto do programa viviam-se tanto alegrias como tristezas. 
As diferenças do que se fazia até aí     Se virmos com olhos de hoje o "Zip", talvez achemos que não foi tão original como isso. Mas estava-se em 1969, numa RTP habituada à seriedade e numa sociedade que, como diria Eça, se afundava no marasmo. Por isso as diferenças saltaram mais à vista nesse tempo: o público assistia da plateia à gravação do programa, falava-se de assuntos que antes teriam justificado quase interrogatórios policiais, os convidados tanto iam das personalidades mais influentes até às pessoas mais comuns, o humor era fresco e vigoroso e a música punha no ar nomes antes impensáveis. 
Zip de noitadas      Toda a equipa que punha no ar o programa trabalhava incansavelmente, até porque as dificuldades com a Censura não davam o mínimo descanso. A amizade entre o trio Solnado-Cruz-Fialho era também muito grande, pelo que era difícil haver obstáculos impossíveis de ultrapassar. "Todas as semanas passávamos mais de 48 horas sem dormir e sobrecarregados com trabalho em excesso", relembra Fialho Gouveia. "Aquele programa só podia ser feito com muito entusiasmo", acrescenta Solnado. Um programa feito com paixão no Teatro Villaret, pelas ruas ou pelos cafés de longas noitadas. 
O frenesim até ir para o ar      Durante a semana a correria ia desde os contactos para as entrevistas, a escrita dos textos de humor até à busca incessante de ideias. Aos sábados, no Teatro Villaret, era tudo posto em prática. O público ocupava os seus lugares e assistia à gravação do programa. Depois a gravação era visionada pelos censores, em conjunto com os autores do programa, e seguiam-se horas pela noite dentro para decidir o que podia, devia, tinha ou não de ir para o ar. 2ª-feira os telespectadores da RTP viam o produto final de um trabalho suado mas recompensador.
Luís Andrade     A realizar o "Zip" estava uma das figuras mais sólidas e importantes da RTP. Decisiva, desde logo, para o arranque do Zip-Zip. No dia de gravação do primeiro programa, eram já 3 horas da tarde e nem sequer tinha ainda havido ensaio. O público aguardava para entrar e o convidado especialíssimo, Almada Negreiros, já estava no camarim. Alguém terá suspirado com a hipótese de ter de adiar a gravação do programa, mas o realizador foi peremptório: "Vamos fazê-lo. Eu faço de caras.", os operadores de câmaras disseram o mesmo, e toda a restante equipa técnica deu o seu apoio para que se começasse a gravar. No fim do dia a satisfação era febricitante; o primeiro "Zip" tinha sido um sucesso. Só faltava agora o "diálogo" com a censura...
Maratonas com a Censura     As noitadas em "negociações" com os censores eram longas e árduas, mas no final, como recordam hoje Solnado, Cruz e Fialho Gouveia, isso servia apenas para dar ainda mais força e ânimo para continuar, pois fazia sentir que se estava a fazer algo de verdadeiramente importante. Mas apesar de inicialmente a permissividade ser generosa, a verdade é que, com as proporções que o programa veio a ter, as coisas se complicaram. De início podia-se "jogar" um bocado: "podem cortar isto mas não aquilo"; mas a pouco e pouco, do censor sempre presente entre o público passou-se a um "estrangulamento"  bem maior. Ao fim de 6 meses, o esgotamento, grande parte dele devido à censura, acabava por fazer terminar o "Zip".
Almada Negreiros     Foi a melhor estreia que o Zip-Zip podia ter. Pela primeira vez o artista estava na televisão portuguesa, para uma conversa que deixaria os portugueses suspensos. Um homem culto, especial, inteligente e que em poucas palavras dava respostas que faziam eclodir as palmas do público. Lá fora, na rua, muitos dos seus quadros estavam expostos, onde Fialho Gouveia fazia uma reportagem diferente, percorrendo falando com os transeuntes. No estúdio, Almada assistia atento e curioso. Na Feira do Livro que então decorria, esgotaram-se os de Almada Negreiros.
As histórias     Solnado recorda uma delas: "No Lumiar, entrevistámos uma mulher que vendia coisas e a que achámos piada. A entrevista estava a ser um falhanço total. Até que um de nós perguntou: "O que é que a senhora já vendeu na sua vida?", e ela: "Vendi tudo, menos pomada para chatos!". Gargalhada geral. O pior veio depois. A Censura não permitiu que a palavra "chatos" fosse para o ar...
O "Zip" desce à rua     A criatividade da equipa que fazia um programa inovador e revolucionário não parava. Luís Andrade conseguia sempre dar respostas criativas aos problemas que surgiam com a execução para televisão de várias ideias, como, por exemplo, a transmissão de um jogo de futebol... de matraquilhos! Produção mais grandiosa foi a entrevista ao maior poeta português... esse mesmo, Luís Vaz de Camões... ou melhor, à estátua dele! Pelas avenidas, entre as bandas de música, na praça de touros... o "Zip" saía do Teatro Villaret, e em vez de esperar que as pessoas fossem ter com ele, ele foi desde o início ter com as pessoas.
Uma imensa felicidade     As palavras de Raúl Solnado quando já o "Zip-Zip" não estava no ar, respondendo sobre o acontecimento mais marcante da década de 60, são elucidativas do que toda a equipa viveu: "Suponho que todos vamos dizer o mesmo: a conquista da Lua. Depois disso, o movimento hippie, e... o Zip-Zip. Desculpem-me as pessoas, mas para mim foi uma experiência extraordinária, que me enriqueceu muito, sob o ponto de vista humano e profissional"; acrescentando ainda: "Durante 7 meses vivi completamente feliz - isso equivale a muitos anos de vida".
IN RTP MEMÓRIA


Sketch protagonizado por Raul Solnado e Fernanda Borsatti na primeira emissão do programa.

CURIOSIDADE: O teleponto era um rolo manuscrito que alguém desenrolava ao longo da emissão.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Com esse português é complicado!

Acabei de ver uma oferta de trabalho no Facebook e, imediatamente, várias respostas. Entre as quais, passo a citar: 

"ola eu tou emtresa meu mumero eh .......... sou da margue sul seixal"

E insiste:

"gostava que me contase comigoeu tou emtresada obrigado"


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Lenda árabe sobre amizade

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A geração enrascada

Recebi este texto via email, está lindo!!! Tinha que o publicar aqui...



O grande homem é aquele que não perdeu a
candura da sua infância…

Pertenço a uma geração que teve de se
desenrascar.

Nasci ao som do rufar dos tambores da 2ª
Guerra Mundial. Os clarins e as sirenes faziam o toque de à rasca, anunciando
mais um bombardeamento.

A Santa da minha Mãe, pariu-me de cócoras. Quando se sentiu à rasca,
muniu-se da tesoura e do baraço e fez tudo sozinha. Chegou por casualidade
uma vizinha e ajudou aos últimos preparativos, talvez um caldo de galinha
velha, que era o prémio de qualquer parturiente. Hoje, as que se rotulam de à
rasca têm seis meses de licença de parto. Essa vizinha, que durou cento e tal
anos, passou a vida a contar-me isto, vezes sem conta.

Aos miúdos, faziam uns calções com uma abertura na retaguarda, e,
quando estivessem à rasca, baixavam-se, o calção abria e fazia-se em escape
livre e, andava sempre arejado.

Aos dezoito anos, ainda o comboio passava em Mirandela e tive o azar
de fazer cargas e descargas dos vagões para os camiões. Os adubos vinham
em sacos de 100 kg, as pernas tremiam mas tinha que me desenrascar. Os
mais velhos sabem do que falo, o trabalho era duro incluindo as cegadas,
mas…. fazia-se tudo a cantar.

A mesma geração, fez as três frentes da guerra colonial, morreram nove
mil e quinze mil ficaram mutilados e a cair aos bocados, chamam-lhes Heróis,
mas dizem desenrasquem-se.

O 25 de Abril foi feito por essa mesma geração, bons líderes, povo unido
e desenrascaram-se muito bem.

Por fim, a debandada da emigração para toda a Europa, atravessando
montes e vales íamos chegando a todo o lado. Vivíamos em contentores e
barracas, o tacho onde se lavavam as batatas era o mesmo para se lavar o
nariz, mas não nos desenrascamos nada mal.

Depois veio a geração rasca. Drogas, rendimentos mínimos e vergonha
de trabalhar.

Agora, dizem ser a geração à rasca, querem ser todos Doutores,
arrastam-se anos à volta dos cursos, os parques universitários estão cheios de
carros de luxo, ficam por casa dos Pais até aos trintas e “quem aos vinte não é,
aos trinta não tem, aos quarenta já não é ninguém”.

São uns enrascadinhos, não querem assumir a responsabilidade de
uma família, vagueiam de noite, dormem de manhã e a Mãe chama-os para
almoçar. O Pai vai recheando a conta, porque um Pai é um banco
proporcionado pela natureza.

Eu não quero medir tudo pela mesma rasa e acredito muito na
juventude, aconselho-os a que se caírem sete vezes se levantem oito, porque o
Governo está à rasca, a oposição está enrascada e a juventude não se
desenrasca.

Os que cantam, Homens da Luta, é uma luta sem comandantes e o povo
vencido jamais será unido.

Façam pela vida… E, não estejam à espera que o mar arda, para
comer peixe grelhado!...

domingo, 23 de outubro de 2011

Gosta - Alexandra Solnado



"Gosta das pessoas. Gosta de cada pessoa. Das suas almas. E se não gostares de alguém, se achares que esse alguém tem muitos defeitos, eu te desafio a encontrares as suas qualidades. Eu te desafio e a encontrares a alma dessa pessoa.
A percepcionares que atraíste essa alma e ela te atraiu a ti. O que, com certeza, não aconteceu por acaso. Seja o que for que vieram fazer à terra, vieram fazer juntas. É que aqui, havendo coisas a cumprir, é melhor fazê-lo com qualidade, com harmonia e com sinceridade.
Ama as almas das pessoas, e ajuda-as a desistir da resistência e a abrir caminho à aceitação. Conversem, como amigos, sobre os vossos pontos de vista e façam alianças pessoais em que ambos ganhem. Nas quais ambos se vejam a ganhar. Não há alma que não queira a harmonia. Não há alma que não queira o amor. Não há."
O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde,
de Alexandra Solnado

Aventura-te - Alexandra Solnado



"Eu falo contigo. Mesmo que tu não ouças, mesmo que não compreendas a minha voz, eu falo contigo. Falo através das flores, das frutas, da natureza. Falo através do que tu sentes sempre que te deres oportunidade de contemplar. E sempre que falo, digo-te o que fazer. O que é melhor para ti, a nível evolutivo e experimental. A nível de luz.
Mas nem sempre me ouves. Nem sempre olhas as flores, nem sempre contemplas. Nem sempre paras para me ouvir. Quando falo, dou-te conselhos, direcções. Mostro-te para onde vai a tua vida, e para onde devia ir, por onde és mais feliz e por onde mora a desgraça. A escolha é sempre tua. Só mostro caminhos. Não os escolho. E para quem não ouve, sobra a perda. Quem não me ouve não pode corrigir nada, apenas sofrer a perda e tentar aprender com ela.
A perda, seja ela qual for, serve para que compreendas que o caminho não estava certo. Mas qual é o verdadeiro caminho? Depois da perda, há a compreensão de que é necessária a mudança. Mas mudar para onde? Mudar para quê? É essa a resposta que deves empenhar-te em descobrir. Tens uma vantagem sobre todos os que não olham para os sinais. Sabes que é preciso mudar. Os outros ainda não sabem disso.
Resumindo: só te falta saber «onde» mudar. E para teres essa resposta, olha para o teu coração, olha para os teus mais íntimos planos. Aquilo que «sabes» que tens de fazer, embora ainda te falte a coragem; aquilo que achas ilógico, precipitado e imaturo. Quanto mais rótulos depreciativos o teu ego tiver colocado no teu sonho, mais forte ele será, e mais urgente também.
Aproveita a perda. Se o que achavas que era bom e seguro já não o é, se o que achavas que era certo já não o é, se o que consideravas «normal» não deu certo, então aventura-te. A perda já tens. O não já tens. Agora aposta no teu mais improvável sonho. Aproveita a perda para ires à procura da tua felicidade."
O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde,
de Alexandra Solnado

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A senhora cujo corpo não prestava


A senhora cujo corpo não prestava era uma senhora madura, marcada pelas rugas da idade, pelas dificuldades da vida. Seu cabelo era branco, tratava-se de uma senhora idosa, portanto. Não se sabe ao certo a sua idade. Nunca se pergunta a idade a uma senhora.
Sem dar aso a grande suspense, a senhora cujo corpo não prestava ficou assim apelidada, porque, segundo a mesma, "trabalho sete dias por mês e ando sempre cansada! É do meu corpo, não presta."
A senhora cujo corpo não prestava divagava frequentemente pelas suas memórias, pelas suas opiniões, era uma delícia ouvi-las...
A sua infância, curta infância por sinal, oriunda de família pobre, cedo soube o que era o trabalho no campo. Nunca frequentou a escola, não sabe ler nem escrever.
Casou cedo, era o que se esperava de uma jovem mulher naqueles tempos. E os filhos não demoraram a aparecer... e a crescer...
O seu filho João sempre se revelou um rebelde: passava todo o tempo livre a jogar à bola com o melhor amigo, o António. Não mostrava interesse pela escola, tinha que ir porque era obrigado.
Certo dia, o António ganha um desempate do primeiro round de penalties e exclama:
- Bem, desempate feito, vou para casa!
- Já? Tão cedo? - pergunta o João - Desafio-te para um segundo round, alinhas?
- Oh, hoje não, quero chegar cedo a casa. A minha mãe vai fazer misturadas para o jantar. E como é o meu prato preferido, eu gosto de ajudá-la.
- Vai lá então, mas amanhã quero a desforra. - disse o João.
Despediram-se e cada um seguiu o seu caminho para casa.
Já em casa, o João, visivelmente frustrado pela derrota, grita com a mãe:
- A mãe do António faz-lhe sempre misturadas para o jantar. Eu nunca como misturadas. Também quero misturadas.
- Meu querido filho, amanhã terás misturadas para o jantar. Seja feita a tua vontade. - disse a mãe, a senhora cujo corpo não prestava.
O João ficou radiante; amanhã comeria misturadas... como o seu melhor amigo, o António.
Quando chegou a hora da refeição, o João apanhou uma valente desilusão. As misturadas eram somente pão com feijão, assim uma espécie de açorda de feijão.
A partir desse momento, o João percebeu que apesar das dificuldades da sua família - não tinha as sapatilhas que tanto desejava, os brinquedos eram escassos - outras famílias haviam, em condições piores.
Chegará o dia em que as misturadas voltarão aos lares portugueses? Como no tempo de Salazar?



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

sábado, 15 de outubro de 2011

O Pós Troika


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Montanha - Alexandra Solnado




"Imagina um homem a caminhar por uma estrada. E a estrada tem contornos, tem curvas, tem subidas e descidas. Imagina também que esse homem encontra à sua frente um verdadeiro obstáculo. Grande. Alto. Largo. Uma montanha. O que é que ele faz? Tem três hipóteses. Ou fica a esmurrar a montanha até a transformar em pó. Ou volta para trás e segue um outro caminho. Ou, a hipótese mais difícil: sobe a montanha. Passa por ela sem sair do seu caminho.
Na primeira hipótese, o homem cansa-se, desgasta-se e se conseguir derrubar a montanha, nessa altura estará tão exausto que não terá forças para continuar o caminho. E o caminho acaba aí. Na segunda hipótese, o homem amedronta-se com a montanha, e volta. Sai, portanto, do seu caminho. Na terceira hipótese, o homem sobe a montanha. Só tem essa chance. Subir. Mas, para subir, ele precisa de se livrar da sua carga. Libertar-se de coisas, desapegar-se de elementos que julgava serem cruciais para essa jornada.
Para subir, o homem tem de aceitar «ser». E vai ficando mais leve. Quanto mais sobe, mais carga liberta e mais leve fica. E quando finalmente chega ao topo, está verdadeiramente liberto. Pode olhar lá de cima para todo o horizonte. E percebe que está diferente. Já não pode descer para voltar ao seu caminho inicial. Deverá continuar dali. E quando ele sentir verdadeiramente isso, eis que um caminho se anuncia a partir dali. Alto, leve, livre.
Quando ele aceitou subir a montanha não sabia que estava a subir de nível energético. E só quando chegou lá acima é que percebeu que já não era necessário descer. O caminho seria feito a partir dali. A vida é exactamente assim. Quando aparece um obstáculo, podes evitá-lo, mudando de caminho mas não de vibração. Ou podes encará-lo, confrontando-te com todas as tuas limitações.
E lembra-te de que confrontares-te com as tuas limitações não é criticá-las nem julgá-las. É aceitá-las e tentar fazer cada dia melhor… mas sem exagero. E é também deixares de te centrar nessas limitações para poderes procurar as tuas capacidades, pois onde há limitações também há capacidades. E quando tiveres encarado o obstáculo e libertado densidade através da aceitação das limitações, nessa altura, estarás a subir a tua frequência energética. E o caminho nunca mais será o mesmo."
O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde,
de Alexandra Solnado

sábado, 10 de setembro de 2011

Apesar de ser sido um passeio muito agradável...


Apesar das deliciosas...


Apesar da abundância de...


Levei duas picadelas de bicheza... ui ui ui.... :(

Indo à...

Constatei que é mais barato a cura que a prevenção:


                  1 pomada para picadas: 5,99 euros
1 repelente: 12,16 euros


Parece mentira mas é verdade!
Viva Portugal!!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Música em PT

Hoje deixo aqui duas músicas portuguesas, bem distintas entre si, reflectindo a velha máxima "o que é nacional é bom".


Esta música leva-nos aos saudosos Heróis do Mar, com um ritmo vibrante e contagiante, a verdadeira música tradicional portuguesa... bem diferente da dita música pimba!


A seguinte, de título Etanol, podia ser do repertório dos Ornatos Violeta, mas não! Pertence aos Prana, oriundos de São João da Madeira, lançaram o primeiro albúm em 2008 e "consideram a música, um doce essencial e inerente à vida". Resta-me dizer que esta música é um autêntico doce auditivo!

domingo, 4 de setembro de 2011

The MEATRIX




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

I love my blog!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Uma bela história de amor

“Vou-te dar a mão, duas mãos dadas e duas soltas, duas que nos unem e duas que abraçam o mundo. Quero ver-te, tive alguma dificuldade em te deixar aí ao pé da fogueira, porém continuaste comigo e mais espíritos escutaram a nossa história.”

Tivesse eu o poder de manipular a concepção do tempo… Das duas uma: ou voltaria à fogueira para permanecer a teu lado… dar-te o beijo que não te dei… ou adiantaria todos os relógios até ao momento de te reencontrar…

“Eu e tu estávamos para além, lá onde andam os aviões e naves espaciais. Vem ter comigo… nem que seja a sonhar, temos grande viagem a fazer…”

As saudades que tive ao te ver partir
E as saudade que tenho por nunca mais te ver.
Fiquei na escuridão tão sozinha
Pobre de mim, somente uma menina
Que na fogueira encontrou o refúgio da tristeza da tua partida.
Enquanto a manhã de manso se avizinha e me sussurra ao ouvido:
Tu já não estás comigo…

“Quando a Ana está lá em cima
Quem a ouve está cá em baixo,
E sabendo nós o que é lá em cima
Corre o mundo por nós cá em baixo
Como símbolo do amor,
Um pássaro que passa,
Dois seres que se abraçam
E outros que cantam…
E nós beijamo-nos…”

Podia agarrar nas tuas palavras e fazer uma música. A mais bela música com as tuas palavras. Uma música especial que permaneceu no meu ouvido, que me faz querer ser o grilo que te canta e o pintassilgo que te acorda, como o estalar do fogo na fogueira.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cenário à Tim Burton em contexto de sala de aula - The Nightmare Before Christmas


Esta aconteceu durante a aprendizagem da segunda música na flauta - "Parabéns a você".

Realmente os míudos até tocavam bem, mas...

contudo...

porém...

tocavam num ritmo de marcha fúnebre...

De repente, senti-me o Jack Skellington a treinar os cânticos de Natal com os moradores da cidade do Halloween...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cenário à Tim Burton em contexto de sala de aula - Alice in Wonderland

Certo dia, levei uma mala com fios e missangas para as crianças construirem colares e pulseiras para si próprias. A mala ficou à disposição de todos e cada um tirava o que queria e precisava. Acontece que nessa mala estava um frasco de brilhantes, o qual por vezes utilizo em alguns trabalhos e no qual só eu mexo e, por lapso, estava ali dentro.
Concluida a construção de bijuteria, começo a arrumar o material e eis que noto que o frasco de brilhantes, que inicialmente estava cheio, agora estava a menos de metade.
Elevo logo a voz: "Quem mexeu nos meus brilhantes?"
Ouve-se pela sala: "Eu não, eu não, eu não..." E assim sucessivamente.
Até que olho para dois meninos (ainda por cima rapazes), com ar de comprometidos e, visivelmente, cobertos de brilhantes dos pés à cabeça.
De repente, senti-me a Rainha de Copas que perguntava: "Quem comeu a minha tarte?" E em vez do sapinho a deitar recheio da tarte pela boca, tinha à minha frente "duas amélias" que brilhavam mais do que o Sol num dia de Verão...


quinta-feira, 28 de abril de 2011

As crianças II

As crianças são de uma sinceridade impressionante, bruta e sem rodeios.
Pedi-lhes para realizarem um desenho sobre a actividade mais divertitida que fizeram durante as férias da Páscoa.
Entusiasmados, um a um foram relatando as suas fantásticas aventuras... Até que se ouve uma voz de mansinho dizer:
"O mais divertido que fiz nas férias foi os TPC's."
Um pequeno GRANDE exemplo para todos nós, pequenos e graúdos, que vivemos tão intensamente a correria do dia-a-dia num consumismo descontrolado: Podes não ter tudo o que queres, mas há sempre alguém que tem menos que tu.


sábado, 23 de abril de 2011

We're watching you...

"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados."
Gandhi



"Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais...os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento."
Charles Darwin