sábado, 10 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Oscillococcinum
Ontem a colega de Educação Física falou-me num medicamento chamado Oscillococcinum, que seria o melhor para os estados gripais.
E eu a pensar: Pois, pois, e pardais ao ninho!
Até que ela diz: É um medicamento homeopático!
Na minha cabeça estas palavras ecoaram como um "tlim, tlim, tlim"... eis que falamos a mesma língua.
Já me abasteci do dito cujo... Já o consumi por 2 vezes...
Pesquisei na internet a sua composição e fiquei com MEDO, MUITO MEDO!
"É feito de bactérias extraídas do fígado e coração do pato..."
"Efeitos colaterais leves, mas reversível (como dor de cabeça ou erupção da pele) pode ocorrer quando se toma Oscillococcinum homeopático. Algumas pessoas também experimentam cansaço, tontura, diarréia ou uma piora temporária dos sintomas ao usar remédios homeopáticos. Sem efeitos colaterais graves têm sido relatadas com o uso de Oscillococcinum homeopático."
Dia da Mulher
Estava aqui a pensar: porque raio existe o dia da mulher e não existe o dia do homem também?!
Isto é só um exemplo da vassalagem que, ao longo da história, a mulher tem sido submetida.
Realmente, merecemos um dia então!
quarta-feira, 7 de março de 2012
O meu estado actual...
...num autêntico jogo de Street Fighter com o vírus da gripe.
Armas utilizadas: muita vitamina C (biológica, claro, ou como eu gosto de dizer "caseira").
Sinto-me francamente melhor e, desta vez, não foi necessário recorrer ao tradicional cêgripe. Ainda não estou a 100%, mas com um chá de equinácea, acredito que a coisa se componha! A ver vamos...
A saúde é, sem sombra de dúvidas, o nosso bem mais precioso. Sem ela, nada tem o mesmo sabor... Eu que corro por "amor à camisola", ultimamente arrasto-me por esse amor...
segunda-feira, 5 de março de 2012
Galinhas II
Em 1946, a indústria das aves de criação dirigiu a atenção para a genética e lançou o concurso "Frango do Futuro" para criar uma ave que produzisse mais carne do peito com menos alimento consumido. O vencedor foi Charles Vantress, da Califórnia. O sangue da raça Cornish dava às galinhas vermelhas de Vantress, criadas a partir do cruzamento Cornish-New Hampshire, segundo um periódico da indústria, "o aspecto de peito largo que em breve seria procurado, com a ênfase dada ao marketing no pós-guerra."
A década de 1940 também assistiu à introdução de sulfamidas e antibióticos na alimentação dos frangos, o que estimulava o crescimento e retardava as doenças induzidas pelo cativeiro.
Entre 1935 e 1995, o peso médio dos "frangos de carne" aumentou 65%, enquanto o tempo de espera até chegar ao mercado baixou 60%. Para termos a noção do carácter radical destas mudanças, imaginemos crianças humanas a chegarem aos 135 quilos com dez anos, comendo apenas barras de cereais e vitaminas.
Depois surge toda uma série de doenças... Doenças inflamatórias e auto-imunes, que muitos dos médicos nem sabem como lhes chamar. As meninas chegam à puberdade muito mais cedo, os miúdos são alérgicos a quase tudo e a asma anda descontrolada. Toda a gente sabe que isso se deve à nossa comida. Andamos a manipular os genes dos animais e depois damos-lhes hormonas de crescimento e uma série de drogas sobre as quais não sabemos quase nada. E depois comemo-los.
Os miúdos de hoje são a primeira geração a crescer com isto e estamos a fazer deles (e de nós próprios) uma experiência científica: a biodiversidade substituída pela uniformidade genética.
sábado, 3 de março de 2012
A Paz Universal - Fábula Africana
Em África, as fábulas não se contam só para divertir, mas também, e sobretudo, para ensinar. Por isso não se contam muitas de uma só vez, nem o narrador é uma pessoa qualquer. Contam-se à noite, à roda da fogueira e o narrador, normalmente, é um ancião, com experiência da vida e autoridade moral; a sua narração torna-se uma lição.
As fábulas não contam propriamente a verdade. Nunca se verá uma serpente a discutir com um macaco. A verdade das fábulas não está aí. Está em que, falando de animais, as fábulas, na realidade, não falam deles, mas do homem, das suas artimanhas, da sua mesquinhez, medos e paixões... Também da sua nobreza, sabedoria e felicidade. É ao homem que se dirige a moral que se desprende de cada fábula.
Entre nós, já quase não existem contadores de histórias. Há anos atrás, ainda ouvíamos a nossa avó contar a história da Branca de Neve, ou um nosso tio, que vinha de longe, as histórias dos piratas. Agora, preferimos ver televisão, que nos mete tudo pelos olhos dentro, não deixando espaço àqueles que nos encantavam com as suas histórias narradas sem tantas formalidades.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Época da Ditadura
Não deixa de ser engraçado...Na época da ditadura...Podíamos acelerar os nossos automóveis nas autoestradas acima dos120km/h sem nenhum risco e não éramos multados por radaresmaliciosamente escondidos mas...não podíamos falar mal do presidente.Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quemera cidadão de bem, quem era bandido e quem era terrorista mas...não podíamos falar mal do presidente.Podíamos dar piropos à funcionária, à menina do "guiché" das contasa pagar ou à rececionista sem correr o risco de sermos processadospor "assédio sexual" mas...não podíamos falar mal do presidente.Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei!preto!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!)e não éramos processados por "discriminação" por esse motivo mas...não podíamos falar mal do presidente.Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente dotrabalho para relaxar e conduzir o carro para casa, sem o risco de sermosjogados à vala da delinquência, sendo presos por estarmos "alcoolizados"mas...não podíamos falar mal do presidente.Podíamos cortar a árvore do quintal, empestada de pragas, sem queisso constituísse crime ambiental mas...não podíamos falar mal do presidente.Podíamos ir a qualquer bar ou boîte, em qualquer bairro da cidade, decarro, de autocarro, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermosassaltados, sequestrados ou assassinados mas...não podíamos falar mal do presidente.Hoje, a única coisa que podemos fazer...... é falar mal do presidente!Olha que meeeerda...Como os tempos mudaram!!!
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